quinta-feira, 3 de abril de 2008

Hoje vi dois estranhos abraçados no trem
Entre beijos ardentes e lágrimas presentes
Me perguntei se é ela quem vai, ou ele quem vem

Hoje vi dois estranhos jurando no trem
Sussurros de amor e poemas de flor
Palavras que desabrochavam no coração de alguém

Hoje vi dois estranhos se olhando no trem
Os dele quase verdes, os dela quase mel
Contemplando um no outro o céu que só eles vêem

Hoje vi dois estranhos no trem
E hoje, nós nos somos estranhos?
Ele partiu, ela também

Pensei todo um dia no casal, pensei bem:
Se amam, se choram, se vêem, e nós?
Será que um dia fomos poema num trem?

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